Os sistemas de saúde enfrentam uma pressão crescente de custos e demanda. Em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o gasto com saúde já representa cerca de 9,3% do PIB, com tendência de crescimento contínuo nas próximas décadas.
O potencial da tecnologia para ampliar o acesso ao cuidado, levando capacidade diagnóstica e suporte clínico a contextos onde antes não chegava, já é uma realidade. Expandir esse acesso de forma estruturada, sustentável e integrada aos fluxos do sistema muito provavelmente seja o próximo passo. Modelos que combinam dispositivos conectados, telemedicina e apoio à decisão, em conformidade com órgãos regulatórios e legislações, vêm evoluindo para além do atendimento remoto tradicional, permitindo avaliações mais completas e maior resolutividade mesmo fora dos grandes centros.
Ao longo da história, avanços como os exames de imagem e as novas gerações de medicamentos redefiniram a prática médica. Hoje, a ampliação do acesso ao cuidado por meio de tecnologias conectadas e integradas aponta para uma transformação de natureza semelhante, ao permitir que conhecimento, diagnóstico e decisão clínica estejam disponíveis de forma mais contínua, distribuída e acessível, a qualquer hora, em qualquer lugar.
